O Mapa da Violência, lançado nesta quinta-feira (29), em Brasília, mostra que o número de homicídios de brancos caiu mais de 25% entre 2002 e 2010. Já com relação aos negros houve um aumento de quase 30% no mesmo período. Na Bahia, onde a maioria da população é negra, o crescimento de homicídios foi de 300%. Segundo Mário Theodoro, secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o racismo ainda é um problema sério no Brasil: “Essa questão infelizmente ainda persiste no nosso país. É preciso combatê-la com políticas públicas e com a ajuda da população como um todo, criando uma mudança de perspectiva, uma valorização com relação à população negra. O Brasil é um país de grande diversidade, e esse é o nosso maior legado. Mas essa diversidade se traduz em desigualdade”.
Mário Theodoro afirma que algumas medidas já foram tomadas. “Estamos lançando um plano chamado ‘Juventude Viva’, que traz políticas públicas para regiões onde existem esses jovens negros e também programas de inclusão e educacionais para que a população possa sair de uma situação sem emprego e sem estudo. Muita gente pensava que o racismo não existia e que vivíamos no paraíso da democracia racial, e a verdade não era essa. Mas à medida que o Brasil vai recuperando sua visão de país tendemos a melhorar e nos tornar uma nação que encara seus problemas de frente”, diz Theodoro.
Link da matéria
Lembrando sempre das aulas de governança sobre desigualdade.
Um assunto que estamos tão acostumados a ver que não nos afetamos mais... mas que a cada dia cresce velado no Brasil
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
"Partiu academia..."
O mar de banalidades
Alguém algum dia disse que era legal compartilhar a vida inteira no Facebook e essa moda pegou de uma maneira assustadora.
Lendo este excelente texto parei pra pensar também o quanto somos fúteis e desnecessários nas redes sociais. Parei pra pensar na necessidade do ser humano mostrar para os outros o quanto é feliz, o quanto é bonito e o quanto as coisas dele são legais. Parece uma geração de adultos infantiloides que não superaram a época do "o meu brinquedo é mais legal que o seu" e quanto questionamos coisas deste tipo recebemos respostas ríspidas "não gosta do Facebook? Então sai dele". Como se sair dele mudasse todo o contexto de adultos, que pra preencherem o gigante vazio interior, precisam mostrar o tempo todo o quanto são amados
e o quão legais são. Claro que eu tenho Facebook e também compartilho muitas coisas, por isso resolvi parar pra pensar se eu realmente preciso disso tudo.
Nos últimos anos, quantas vezes tiramos uma foto só pra registrar o momento pra posterioridade e não pra mostrar nas redes sociais O QUANTO EU ME DIVERTI HOJE E VOCÊ NÃO? Quantas vezes vivemos realmente o momento sem ter que compartilhar os mínimos detalhes com as suas centenas de amigos?
Vejo muita gente reclamando de fofoqueiros... será que não estamos dando motivo pra falarem de nossas vidas? Será que não estamos nos expondo de mais pra qualquer um se sentir íntimo e vir dar palpite? Precisamos mostrar tudo o que compramos MESMO? Somos tão carentes que precisamos "esfregar"
pra todo mundo o quanto somos felizes e completos? Sinceramente, não sei no que isso vai dar.
Vivemos em uma época onde todo mundo quer ter seu minuto de fama (virtual ou real) e se sentir especial, em um mundo onde as pessoas cada vez mais se afastam, porém dependem loucamente da atenção alheia.
As pessoas realmente acham que todo mundo está interessado em saber que foram pra academia? Que acabaram de jantar? Que acordaram tarde? Que estão com sono? Que a balada de ontem foi muito louca urrul? Bando de criança mimada se achando especial.
Talvéz nossos pais tenham nos dito poucos NÃO.
E partiu jantar...
Alguém algum dia disse que era legal compartilhar a vida inteira no Facebook e essa moda pegou de uma maneira assustadora.
Lendo este excelente texto parei pra pensar também o quanto somos fúteis e desnecessários nas redes sociais. Parei pra pensar na necessidade do ser humano mostrar para os outros o quanto é feliz, o quanto é bonito e o quanto as coisas dele são legais. Parece uma geração de adultos infantiloides que não superaram a época do "o meu brinquedo é mais legal que o seu" e quanto questionamos coisas deste tipo recebemos respostas ríspidas "não gosta do Facebook? Então sai dele". Como se sair dele mudasse todo o contexto de adultos, que pra preencherem o gigante vazio interior, precisam mostrar o tempo todo o quanto são amados
e o quão legais são. Claro que eu tenho Facebook e também compartilho muitas coisas, por isso resolvi parar pra pensar se eu realmente preciso disso tudo.
Nos últimos anos, quantas vezes tiramos uma foto só pra registrar o momento pra posterioridade e não pra mostrar nas redes sociais O QUANTO EU ME DIVERTI HOJE E VOCÊ NÃO? Quantas vezes vivemos realmente o momento sem ter que compartilhar os mínimos detalhes com as suas centenas de amigos?
Vejo muita gente reclamando de fofoqueiros... será que não estamos dando motivo pra falarem de nossas vidas? Será que não estamos nos expondo de mais pra qualquer um se sentir íntimo e vir dar palpite? Precisamos mostrar tudo o que compramos MESMO? Somos tão carentes que precisamos "esfregar"
pra todo mundo o quanto somos felizes e completos? Sinceramente, não sei no que isso vai dar.
Vivemos em uma época onde todo mundo quer ter seu minuto de fama (virtual ou real) e se sentir especial, em um mundo onde as pessoas cada vez mais se afastam, porém dependem loucamente da atenção alheia.
As pessoas realmente acham que todo mundo está interessado em saber que foram pra academia? Que acabaram de jantar? Que acordaram tarde? Que estão com sono? Que a balada de ontem foi muito louca urrul? Bando de criança mimada se achando especial.
Talvéz nossos pais tenham nos dito poucos NÃO.
E partiu jantar...
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Segundo IBGE, mais de 70% dos municípios não têm política de saneamento; 48,7% não fiscalizam qualidade da água
Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma política municipal de saneamento básico. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam a Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007.
A maioria (60,5%) não tinha acompanhamento algum quanto às licenças de esgotamento sanitário, além da drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e do abastecimento de água. Em quase metade das cidades do país (47,8%), não há órgão de fiscalização da qualidade da água.
Segundo a "Pesquisa de Informações Básicas Municipais", a Munic, divulgado nesta terça-feira (13), 1.569 cidades possuíam políticas dessa natureza, isto é, 28,2% dos 5.564 municípios brasileiros. A Lei 11.445, que dispõe sobre diretrizes nacionais para o saneamento básico, determina que todas as cidades devem elaborar seus respectivos planos municipais.
CIDADES SEM REGULAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
O decreto diz ainda que as prefeituras devem estabelecer mecanismos de fiscalização quanto ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, entre outros. No entanto, 4.060 municípios (73%) ainda não aprovaram normas neste sentido, para qualquer um dos serviços de saneamento básico.
Entre as cidades que têm estrutura específica, isto é, gestores públicos responsáveis por ações referentes ao tema, 768 (48,9%) definiram metas e estratégias por meio de planos municipais devidamente aprovados pelo poder legislativo local. Já 759 municípios (48,4%) utilizavam prestação de serviços e/ou realizavam processo licitatório.
ESTRUTURA DO SANEAMENTO BÁSICO, SEGUNDO CARACTERÍSTICAS DO PLANO MUNICIPAL
- Menos da metade (46,1%) das cidades que possuem planos municipais de saneamento básico direcionam esforços para ações emergenciais e de contingências
Coleta de lixo
Pouco mais de 32% dos municípios no país (1.796) possuem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, segundo a pesquisa do IBGE. Por outro lado, 2.376 cidades (42,7%) continuam sem qualquer tipo de iniciativa relacionada à coleta seletiva.
SEM COLETA SELETIVA
2.376
cidades
Não possuem política municipal de coleta seletiva.1.070
cidades
Não têm programa, mas desenvolvem algum tipo de ação ou programa piloto.184
cidades
Possuem projeto piloto de coleta seletiva em áreas restritas.138
cidades
Iniciaram programas de coletiva seletiva, que foram interrompidos posteriormente. A maioria (55) em função da ausência de locais adequados para triagem.
Já 3,3% dos municípios possuem projeto piloto de coleta seletiva, mas apenas em áreas restritas. Enquanto isso, 2,5% das cidades chegaram a iniciar programas dessa natureza, porém interromperam por motivos não especificados.
Considerando o serviço de limpeza urbana, a região Sul se destaca no estudo sobre o perfil dos municípios brasileiros, com 663 cidades nas quais há coleta seletiva --o que representa 55,8% em relação ao resto do país. O Sudeste, com 41,5% (693 cidades), ocupa o segundo lugar do ranking regional.
Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste possuem as maiores proporções de municípios sem programas, 62,8% (282) e 62,3% (1.118), respectivamente. De acordo com o IBGE, a coleta seletiva é mais frequente nas grandes cidades: 68,2% (193) dos municípios com mais de 100 mil declaram possuir programa em atividade.
Essa é a primeira vez que o IBGE investiga a infraestrutura municipal de saneamento básico, antes analisada apenas pela PNSB (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico), cuja última edição foi publicada em 2008.
Esse é o país de todos. rs
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Livro traz cartazes da resistência a ditaduras da América Latina
O Instituto Vladimir Herzog promove hoje (6) o lançamento do livro "Os Cartazes desta História", que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina.
A publicação traz cerca de 300 cartazes, documentos e fotografias de movimentos de resistência aos regimes, produzidos entre os anos 1960 e o início da década de 1990.
O foco principal da obra é a luta contra a ditadura brasileira (1964-1985) e o movimento da sociedade civil após a Lei da Anistia, em 1979.
Organizada pelo jornalista Vladimir Sacchetta, a obra tem também cartazes de países como Argentina, Nicarágua e Guatemala -- além dos anúncios criados no Brasil.
Traz ainda uma análise das composições feita por Chico Homem de Mello, pesquisador da área do design gráfico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
A obra é parte do projeto "Resistir é Preciso...", lançado pelo instituto no ano passado, que pretende resgatar a trajetória da imprensa durante a ditadura militar.
Em 2011, o grupo já havia publicado a obra "As Capas desta História", uma coletânea de primeiras páginas de veículos clandestinos publicados durante a ditadura.
Também lançou coleção de 19 edições do jornal "ex-", fechado pelo regime após reportagem que denunciava a morte de Herzog em 1975.
Veja aqui os cartazes
Link da matéria
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Pais que jogaram ácido na filha defendem ataque
O pai de Anusha, de 15 anos, disse à BBC que temia que a atitude da menina pudesse desonrar a família. Muhammad Zafar também é acusado de ter espancado a filha e mantido a adolescente isolada por um dia, sem acesso a cuidados médicos.
A mãe disse que era o "destino" da garota morrer dessa maneira.
Ela teve mais de 60% do corpo queimado pelo ácido.
Os dois foram detidos na semana passada em uma vila remota do distrito de Kotli, na Caxemira paquistanesa (a região é disputada com a Índia e cada país administra uma parte do território).
A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão identificou 943 casos de mortes de mulheres por questão de desonra no ano passado. O número representa um aumento de cem ocorrências em relação a 2010.
A polícia diz que o incidente começou a ser investigado após uma queixa da irmã mais velha de Anusha.
De acordo com a versão do pai, "um garoto chegou de moto. Ela (Anusha) virou-se para olhar para ele duas vezes. Eu disse a ela para que não fizesse isso, porque era errado. As pessoas falam de nós porque nossa filha mais velha era assim também".
A mãe, Zaheen, relata as últimas frases da filha. "Ela disse que não tinha feito de propósito, e que não olharia de novo. Mas aí eu já tinha jogado o ácido. Era o destino dela morrer dessa maneira".
Segundo a polícia, este é um dos primeiros ataques do tipo na Caxemira paquistanesa, região onde a prática é relativamente rara.
Noticia
Absurdo. Isto ainda vai gerar muita polemica na comunidade internacional para a possivel punição...
A mãe disse que era o "destino" da garota morrer dessa maneira.
Ela teve mais de 60% do corpo queimado pelo ácido.
Os dois foram detidos na semana passada em uma vila remota do distrito de Kotli, na Caxemira paquistanesa (a região é disputada com a Índia e cada país administra uma parte do território).
A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão identificou 943 casos de mortes de mulheres por questão de desonra no ano passado. O número representa um aumento de cem ocorrências em relação a 2010.
A polícia diz que o incidente começou a ser investigado após uma queixa da irmã mais velha de Anusha.
De acordo com a versão do pai, "um garoto chegou de moto. Ela (Anusha) virou-se para olhar para ele duas vezes. Eu disse a ela para que não fizesse isso, porque era errado. As pessoas falam de nós porque nossa filha mais velha era assim também".
A mãe, Zaheen, relata as últimas frases da filha. "Ela disse que não tinha feito de propósito, e que não olharia de novo. Mas aí eu já tinha jogado o ácido. Era o destino dela morrer dessa maneira".
Segundo a polícia, este é um dos primeiros ataques do tipo na Caxemira paquistanesa, região onde a prática é relativamente rara.
Noticia
Absurdo. Isto ainda vai gerar muita polemica na comunidade internacional para a possivel punição...
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