O mar de banalidades
Alguém algum dia disse que era legal compartilhar a vida inteira no Facebook e essa moda pegou de uma maneira assustadora.
Lendo este excelente texto parei pra pensar também o quanto somos fúteis e desnecessários nas redes sociais. Parei pra pensar na necessidade do ser humano mostrar para os outros o quanto é feliz, o quanto é bonito e o quanto as coisas dele são legais. Parece uma geração de adultos infantiloides que não superaram a época do "o meu brinquedo é mais legal que o seu" e quanto questionamos coisas deste tipo recebemos respostas ríspidas "não gosta do Facebook? Então sai dele". Como se sair dele mudasse todo o contexto de adultos, que pra preencherem o gigante vazio interior, precisam mostrar o tempo todo o quanto são amados
e o quão legais são. Claro que eu tenho Facebook e também compartilho muitas coisas, por isso resolvi parar pra pensar se eu realmente preciso disso tudo.
Nos últimos anos, quantas vezes tiramos uma foto só pra registrar o momento pra posterioridade e não pra mostrar nas redes sociais O QUANTO EU ME DIVERTI HOJE E VOCÊ NÃO? Quantas vezes vivemos realmente o momento sem ter que compartilhar os mínimos detalhes com as suas centenas de amigos?
Vejo muita gente reclamando de fofoqueiros... será que não estamos dando motivo pra falarem de nossas vidas? Será que não estamos nos expondo de mais pra qualquer um se sentir íntimo e vir dar palpite? Precisamos mostrar tudo o que compramos MESMO? Somos tão carentes que precisamos "esfregar"
pra todo mundo o quanto somos felizes e completos? Sinceramente, não sei no que isso vai dar.
Vivemos em uma época onde todo mundo quer ter seu minuto de fama (virtual ou real) e se sentir especial, em um mundo onde as pessoas cada vez mais se afastam, porém dependem loucamente da atenção alheia.
As pessoas realmente acham que todo mundo está interessado em saber que foram pra academia? Que acabaram de jantar? Que acordaram tarde? Que estão com sono? Que a balada de ontem foi muito louca urrul? Bando de criança mimada se achando especial.
Talvéz nossos pais tenham nos dito poucos NÃO.
E partiu jantar...
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